Nunca curti muito frases feitas, clichês e essas banalizações.
É tudo muito impróprio, muito homogêneo, fácil de dissimular e abrangente demais pra alguém realmente se identificar com aquilo. Ou pra eu me identificar.
Mas de fato, há frases que são dignas de uma certa atenção.
"Acontece que entre o ainda-não-é-hora e nossa-hora-chegou, muita gente se perde."
Tipo essa, de Caio Fernando de Abreu.
Que junto com Clarice Lispector e Mário Quintana, formam o acervo de frases feitas mais difundidos nessa realidade virtual, e todo mundo faz que ama, e que é profundo e que, não passa de pose.
Não desmerecendo o trabalho do Humberto, mas Engenheiros também tem muitos clichês, assim como Los Hermanos. Todo mundo tenta ser um pouco menos superficial, se pendurando nesses velhos clichês.
Ninguém se preocupa em ser, todo mundo quer apenas parecer.
E assim vai passando o tempo, o amor e qualquer outro sentimento nobre, também se banalizam e então todo mundo é doente de amor e carente.
E, o mais triste, não é ver isso, é saber que isso tudo existia e que é próprio da sociedade brasileira, ser comum, ser um bastardo igual ao outro ali do lado, e ninguém tem alguma individualidade realmente passível de consideração.
Claro, que há excessões, a margem de erro existe pra ser respeitada, não sou ignorante pra afirmar que com certeza 100% da população é assim.
Até porque, como eu vou escrever sobre algo, e querer que algum dia alguém entenda a profundidade do meu ser, sem precisar de explicação alguma, se nem eu mesmo acredito naquilo que eu digo?
Há ainda um grupo seleto de pessoas que ainda prezam o melhor da vergonha na cara.
Porque moral e ética, se resumem basicamente nisso.
VERGONHA NA CARA. Convenhamos, é um termo bastante popular no brasil, mas, comumente usado no sentido de faltar, de Não possuir a gloriosa vergonha na cara.
Como por exemplo os deputados desse país, e todo o setor mais elevado e isolado da nossa saudosa política.
Que com frases enfeitadas, carregada de retórica e de redundancias esdrúxulas afim de confundir um leitor leigo ou que desconhece da estruturação desse tipo de prática.
Para que, quando (E SE) houver algum tipo de atitude popular de cobrança e esclarecimento da documentação armazenada em qualquer sede do poder público, faltem cidadões capazes de traduzir esse emaranhado de palavras que não dizem nada senão aquilo que é óbvio, porém enfeitado e com termos de significado muitas vezes oculto, duvidoso e confuso para a parcela predominante da população brasileira.
Por isso que na escola se aprende o que se aprende. E nada mais.
Mas, por outro lado, é bom saber que não se está só, que há uma crescente necessidade, e interesse também, de mudar toda essa história.
Conhecendo as pessoas que conheço, e sabendo das alternativas disponíveis, é gratificante a existencia de algo que alimente a esperança de algum dia, esse pais deixar de ser um país de executores de ordens.
E começar a realmente ser independente.
Por hora, somos colônia. Mas há aqui, índios que não querem deixar sua terra ser dominada. Índios loiros, morenos, mulatos, pardos, amarelos, todas as cores.
É tudo uma questão de tempo. Debate. Interação. Disseminação do poder de pensar.
Quando uma mente se abre pra uma idéia, ela jamais volta ao normal.
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