sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012


Ela passou
Do lado que era o lado
Que eu ficava parado
Só pra ver!

Ela passar
Tão devagarinho
Com todo jeitinho
Que só ela
Tem



Atravessar a avenida do sol!


Espetáculo sensorial, à luz do dia, cores verdes,
                                                      tons de verdes, 
                                                               perfumes, 
                                                                   cheiros, 

um sorvete derretendo, o sol se pondo, alguém caçando com arco e flechas.
Não seria o pôr do sol mais bonito, se levasse em conta aquilo que normalmente pesa para ser bonito, esteticamente.
Mas a arte abstrata é justamente isso. O belo onde não há tanto nexo, e o conjunto da obra, é que faz do artista um cara orgulhoso. A soma do espetáculo em si. Por mais que seja apenas um pôr do sol, é o momento que faz tudo ficar mais agradável; não aos olhos, jamais(!); mas, à alma.
Nessa obra não sei quem é o artista, talvez o arqueiro indigente.
Mas foi um capricho, foi com capricho.


Na mosca?

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