quinta-feira, 12 de abril de 2012

Afinal o amor é tão carnal.

"Então ficamos
Minha alma e eu
Olhando o corpo teu
Sem entender...

Como é que a alma
Entra nessa história
Afinal o amor
 É tão carnal..."



Acredito que quando Zeca canta essa parte, não seja exatamente como todo mundo acha que é.
Não tem só a ver com carne, calor, fogo, sexo, como costumamos pensar. Tem a ver com toque, abraço, pele, cheiro, presença, olhares.
Trazendo assim o amor para a realidade, mostrando que o amor é possível, porque há essa conexão com a carne, com o visível, o táctil, o audível, o aroma e principalmente, o sabor. Sabor da pele, do beijo, de alguma coisa feita para alimentar, mas não só alimentar o corpo, porque há algo embarcado naquilo, que diz que não é só nutriente carnal.
Alimenta a alma. Claro que tudo que citei como não sendo o motivo principal, não denota falta de significado.
Mas não se trata apenas disso, e sim de algo que está por trás, intrínseco, cheio de intenção, de noção, puro altruísmo.
O verdadeiro amor é tão egoísta que se beneficia do bem alheio, tornando-se altruísta...



"Tentar me enquadrar, se sou isso
 Ou se sou aquilo...
...Uma delicada forma de calor"

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